Na Antigüidade
diziam que as "maravilhas do mundo" eram sete. O responsável por esta
tradição parece ter sido Philo of Byzantium. Seu livro "De Septem Orbis
Miraculis" ("As Sete Maravilhas do Mundo"), originalmente escrito
em grego, foi traduzida para o latim e apenas em 1640 apareceu em italiano. É
bem verdade que antes de Philo, no século II, o poeta Antipater de Sidon já
havia elaborado uma lista das chamadas "maravilhas". Mas a lista que
permaneceu algumas outras obras dignas de figurar entre as maiores do mundo
antigo. Além das sete, outras quatro obras são consideradas
"maravilhas". Elas estão relacionadas depois do Templo de Diana.
Era uma gigantesca
estátua de bronze que os habitantes da ilha de Rodes (localizada no mar Egeu)
ergueram na embocadura do porto. Representava o deus do Sol, Apolo, e foi
fundida por Chares of Lindos entre 292 e 280 a.C. Tinha cerca de 30 m de altura
e no seu interior havia uma escada em caracol. Em 224 foi derrubada por um
terremoto, mas seus destroços só desapareceram definitivamente no fim do
século VII. Até então eram vistos por todos que passavam no local.
Foi a obra do mais
famoso escultor grego Fídias, nascido por volta de 490 a.C., Zeus (o Júpiter
dos romanos), sentado em seu trono no interior do templo, media 12m de altura
(18 m contando o pedestal) e tinha na mão esquerda um cetro coroado com uma
águia. A estátua foi construída em madeira, mas era inteiramente revestida de
materiais preciosos: as partes visíveis do corpo em marfim, o manto em ouro, os
olhos em pedrsas preciosas. estava sempre envolto com com um véu de púrpura e
era descoberto apenas por solenidades. Por isso, os fiéis tinham a impressão
de ver o semblante do Deus.
Foi construído na
ilha de Pharos, Alexandria, Egito, entre 285 e 247 a.C., Neste
primeiro farol obtinha-se luz acendendo uma grande fogueira. Dele
nasceu o nome com o qual se designam hoje estas torres que dão sinais aos
navegantes. O farol media 120 m, três vezes o Cristo Redentor do Rio de
janeiro. Consta que ele foi erguido sobre gigantescos blocos de vidro - material
resistente à água do mar - mas não há documentos que comprovem isso.
O farol tinha
mecanismos que marcavam a passagem do sol, a direção dos ventos e as horas.
Alexandria era o centro das ciências e das artes, lá concentravam-se
os intelectuais da Antigüidade. Segundo estudiosos, o Farol de Alexandria teria
sido destruído entre os séculos XII e XIV. Mas não se sabe como nem porquê.
Trata-se de um
grande edifício com terraços interligados por escadarias, erguendo-se em forma
de anfiteatro, onde eram cultivados jardins, embelezados com fontes e estátuas.
Para a irrigação desses jardins, bombeava-se água do Eufrates até o terraço
mais alto. Foi construído por volta de 550 a.C., como presente de Nabucodonosor
à sua esposa, Semíramis.
Este monumento foi
construído para servir de túmulo a um rei chamado Mausolo, do qual tomou o
nome. Atualmente, por mausoléu entende-se um túmulo muito grande e majestoso.
O Mausoléu foi construído em 352 a.C., em Halicarnasso (Ásia Menor), por
vontade da rainha Artemísia, esposa do defunto rei. Apesar de medir 123m de circunferência
por 42 de altura, nao foi o maior túmulo da Antigüidade, mas o mais belo.
As pirâmides são
as únicas conservadas até hoje. As mais famosas são as que serviram de
túmulos para os faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, na planície de Gizé,
perto do Cairo. Segundo o historiador grego Heródoto, milhares de escravos
carregaram os grandes blocos de pedra para essas construções, que duraram
vinte anos.
Sobre esta obra
dizia um escritor da Antigüidade: " Eu i as muralhas e os jardins da
Babilônia, a estátua de Júpiter em Olímpia, o Colosso de Rodes, a grandiosa
obra das pirâmides e o túmulo de Mausolo. Mas, quando vislumbrei o templo de
Éfeso, todas as demais maravilhas fora, eclipsadas."
A mais antiga
edificação desse templo, reconstruído várias vezes, foi iniciada por volta
do século X a.C. A reconstrução do templo de Diana realizada por Ctesifonte,
em 544 a.C. ficou mais famosa. Media 129 m de comprimento e era sustentado por
127 colunas em estilo jônico, todas com 18 m de altura e um diâmetro de 2 m.
Muitas dessas colunas eram decoradas com esculturas. No interior do templo,
encontravam-se estátuas do escultor grego Praxíteles e algumas das mais
famosas pinturas da Antigüidade. Os tesouros oficiais eram guardados nos seus
subterrâneos. Em 354 a.C., exatamente no dia 7 de junho, o templo foi
incendiado por Eróstrato, que queira ser lembrado na História, o que, sem
dúvida, conseguiu...
Babilônia foi a
sede de duas maravilhas do mundo antigo e, por isso, tinha fama de ser a mais
bela cidade da sua época. Suas muralhas altíssimas eram inteiramente
recobertas. junto às portas , de tijolos esmaltados em azul e decoradas com
figuras de leões e dragões em tamanho natural, na cor do ouro. Todo esse
conjunto deveria constituir realmente um espetáculo belíssimo e, ao mesmo
tempo, amedrontador, capaz de impressionar a imaginação dos antigos.
O antigo Oriente,
foi empreendida esta obra grandiosa, digna de figurar entre as maravilhas do
mundo. A data do início de sua construção não é precisa. No entanto,
sabe-se que sua estrutura foi concluída pelo imperador chinês Shih Huang Ti,
em meados do século III a.C. Tinha por finalidade proteger a unidade do
império, ameaçado pelas invasões externas, especialmente dos hunos e
mongóis. Por esta razão, foi construída na fronteira setentrional do país,
exatamente no local da mais fácil penetração. Isto, porém, não impediu a
passagem de Gênghis-Khan.
Sua construção
foi iniciada pelo Rei Salomão em 967 a.C. e durou sete anos. Foi destruído
duas vezes - uma por Nabucodonosor, rei dos babilônicos, no ano 586 a.C., outra
no ano 70 da era cristã, pelos romanos, chefiados pelo futuro imperador Tito.
Seu teto e suas paredes eram revestidas de madeiras caras, como o cedro do
Líbano, e no seu interior havia ouro e pedras preciosas em profusão. Do templo
resta apenas um muro, que os judeus veneram e diante do qual lamentam a antiga
glória do país. Daí o nome "Muro das Lamentações.
A mais perfeita obra da arquitetura romana tinha 540 m de circunferência e 46 m de altura. Abrigava 50 mil espectadores, que assistiam às lutas entre os gladiadores, caça a animais ferozes e batalhas navais (para este fim o terreno era alagado). O Coliseu foi construído entre 74 e 80 d.C. pelos imperadores da família Flávio. Suas ruínas até hoje podem ser vistas em Roma.
