As chances
de peixes ornamentais ficarem doentes são muito pequenas, desde que prevenção sejam tomadas, tais como: higiene no aquário,
trocas parciais obrigatórias, observar bem os peixes na hora da compra e
comprar em lojas de higiene e de confiança. Mesmo assim,
peixes estão sujeitos a adquirir uma doença e aí tentamos relatar as mais
comuns doenças de Peixes Ornamentais, quais sintomas e providencias a serem
tomadas.
Causado por protozoário, perfura rapidamente a epiderme e se estabelece entre
a epiderme e a derme, deixando um ponto branco. De fácil diagnóstico,
parasita de ciclo reprodutivo dentro e fora do peixe. Infectam um aquário em
pouco tempo. Geralmente atacam peixes com baixa resistência, ou introduzidas a
pouco dentro do aquário. Deixe em temperatura alta por volta dos 29 a 30 graus,
introduza sal grosso, 15mg a cada 10 litros por curto período de tempo, 10
dias, (lembre sempre que o sal não é muito benéfico as coridoras e peixes de
couro), isso deve melhorar, eliminar o parasita. o Ictio é uma doença que
geralmente pode atacar pela baixa resistência do peixe pelo transporte, até as
lojas e até finalmente em seu aquário, mas não devemos nos desesperar, pois
em pouco dias notaremos que ele desaparecerá, assim que o peixe adquirir uma
resistência melhor, não esquecendo de aumentar a temperatura... Acredito que
poderemos comparar a uma "gripe" que nós seres humanos estamos
sujeitos, claro que até uma gripe pode ser fatal quando não cuidada...
Maiores causadoras de doenças em peixes ornamentais, a maioria ataca a pele,
peixes debilitados, estressados, por muita manipulação são seriamente sujeitos
a adquirir fungo, nas infecções causadas por traumatismo, lesões e brigas. O
risco está em atingir os olhos, podendo até afetar o cérebro. Devemos
adquirir imediatamente um remédio nas lojas especializadas, seguindo as
recomendações do fabricante, sempre usando um aquário hospital, para evitar
novas lesões e contaminação do peixe.
Esta doença é simplesmente uma das mais temidas, pode acabar com um aquário
inteiro caso não diagnosticado rapidamente, o peixe fica magro, com falta de
apetite, destruição das nadadeiras, deformação da coluna, nado obliquo, o
peixe fica desgovernado, até o momento não se tem cura, infelizmente devemos sacrificar o peixe, pois a doença pode ser transmitida facilmente pela alimentação
e pode-se correr o risco de perder o aquário Todo!
Doença causada por
uma bactéria, Aeromonas Punctatos, o peixe fica com o abdômen muito
inchado, pára de se alimentar, nada em círculos, pode ficar com escamas
eriçadas, destruição de nadadeiras, manchas vermelhas em todo o corpo.
Muito difícil a cura, ainda não é
conhecido um remédio realmente eficaz para essa doença.
pop-eye
Os olhos ficam encobertos ou projetados pop-eye. Pode se tornar mais severo
caso não seja tratado, pois ocorre infecção também por bactérias, além do
peixe desenvolver
tuberculose. Às vezes ocorre devido a
quantidade excessiva de matéria em decomposição na água.
Tratamento:
Deve ser feito com associação de antifugicida e antibiótico.
Uma
das causas desta doença é a alteração de ph, geralmente ácido.
Outro fator, mais preocupante, é a
falta de higiene e a qualidade do alimento oferecido, causando má
condição da água e desnutrição,
respectivamente. Estes fatores podem ainda serem portas de entrada
para outras doenças.
Causado por três protozoários Chilodonella, Costia ichtybodo e
Cyclochaeta Trichodina afetando a pele causando um embaçamento das cores,
produção excessiva de muco e debilidade. Em estágios mais avançados atingem
as guelras causando a morte do peixinho. O surgimento desta doença ocorre devido
a quedas de temperaturas na água. Tratamento com remédios apropriados.
O agente etiológico da doença é o Hexamita, protozoário flagelado. O nome
"Parasita do Disco". Existe uma doença chamada "Hole-in-the-head"
(dç. do Buraco na cabeça), freqüentemente observada em Discos, Acarás, Oscar
e outros Ciclídeos, associando-se a presença do Hexamita, bem como a
infecções bacterianas, desnutrição, aquário sujo, além do uso de carvão
ativado. Em muitos peixes a infecção não é aparente, acometendo espécimes
jovens. Por isso, quando observarmos um peixe muito emagrecido devemos pensar,
além dos distúrbios alimentares, primeiro em Tuberculose e depois em Hexamita.
Outro sinal observado na doença é o escurecimento da pele.
Tratamento:
A prevenção faz-se através da boa alimentação, a qual evita lesões
intestinais. Manter limpo e higiênico seu aquário. A doença tem cura e deve
ser adquirida seu medicamento em lojas especializadas.
É um protozoário presente no intestino nas espécies de Disco.
Dissemina-se
lentamente para outros peixes.
Sinais: causa doença inflamatória intestinal. O
parasita é detectado pelo exame microscópico do peixinho sacrificado.
Tratamento:
Metronidazol pode ser eficaz.
água ácida
Muitas espécies de peixes convivem bem em águas ácidas,
outros preferem águas alcalinas pH > 7.0 ou neutras. Daí a importância
de conhecermos o pH ideal de cada espécie e mantermos monitorizado o aquário
quanto ao pH. Grandes acidoses podem levar à morte lenta ou rápida dos peixes
que não convivem em meio ácido. Os peixes morrem em posição natural, muitas
vezes escondidos entre as plantas. Sinais: observamos aumento na freqüência
respiratória, boquejamento, opacificação e depósitos de cor cinza nas
brânquias, vegetações e secreção mucosa (de muco) nas brânquias, escamas
eriçadas, nadadeiras fechadas, pele avermelhada e peixes que nadam em
círculos.
A doença é própria dos ciprínideos: Barbus, Brachydanio, Danio,
Tanichthys. Sinais: olhos saltados ou olhos fundos, ânus avermelhado e
prolapsado (deslocado do seu lugar habitual, caído), líquido amarelado (em
alguns casos aquoso ou claro) na cavidade abdominal, fígado amarelado ou
castanho-amarelado ou cinza-esverdeado, inflamação do intestino e bexiga
natatória.
Tratamento: Devemos
criar condições para uma boa resistência e imunidade e as boas condições de
higiene decidem o curso da doença. Isolar o peixe doente.
Em meio natural, as lesões traumáticas resultam geralmente de ataques de
predadores. Essa lesões cicatrizam facilmente, a não ser que exista uma
infecção secundária na lesão. No aquário, os ataques de predadores ocorrem
por incompatibilidade entre as espécies ou lutas pelo território quando se
introduz um peixe novo. As lutas entre machos da mesma espécie são bem
conhecidas (Bettas, Ciclídeos africanos) ou por falta de adaptação de peixes
em geral, sofrem lesões na pele como hematomas , hemorragias, nadadeiras
destruídas.
Tratamento:
Isolar o peixe em aquário hospital, Permanganato de potássio a 2%, pincelar o
ferimento com Tintura de iodo, oferecer pouco alimento.
